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Após quase 50 anos no espaço, as sondas Voyager entram na fase mais crítica e a NASA já começa a desligar instrumentos

Após quase 50 anos no espaço, as sondas Voyager entram na fase mais crítica e a NASA já começa a desligar instrumentos

Bruno ARANZULLA por Bruno ARANZULLA
10 Maio 2026
in Actualidades, Ciencia
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As duas sondas gémeas Voyager 1 e Voyager 2 esto a entrar na fase mais delicada de uma misso que j dura quase 50 anos.

A questo j no é o que conseguem descobrir, é quanto tempo conseguem continuar a “falar”. A energia disponvel est a diminuir de forma previsvel, cerca de 4 watts por ano, e a NASA tem vindo a cortar no consumo para manter o sinal vivo no espaço interestelar. O mais recente passo foi direto e pouco romântico, desligar um instrumento cientfico antigo na Voyager 1. A deciso no significa que a sonda “morreu”, significa que a equipa est a escolher o que sacrificar para preservar o essencial. As estimativas apontam para dados até cerca de 2025 no caso da Voyager 1 e até perto de 2030 no caso da Voyager 2, mas isto depende de margens técnicas cada vez mais apertadas.

NASA desliga o LECP da Voyager 1 para poupar energia

Em abril, os engenheiros do JPL enviaram o comando para desligar na Voyager 1 a experiência LECP, dedicada a partculas carregadas de baixa energia. A lgica é simples, a sonda ainda est operacional, mas j no h “folga” elétrica para manter tudo ligado. A misso foi concebida para durar cinco anos e acabou por se estender por décadas, por isso cada watt conta como se fosse o ltimo.

H um detalhe menos bvio que condiciona estas escolhas, no basta desligar instrumentos e esperar. Se a nave ficar demasiado fria, certos componentes podem deixar de funcionar, e a equipa tem de evitar cenrios como o congelamento de linhas de combustvel. Isto obriga a um equilbrio constante entre ciência, aquecimento e comunicaçes. É o tipo de gesto em que um corte hoje pode significar mais meses de dados amanh.

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O gestor da misso, Kareem Badaruddin, resumiu a tenso com uma frase que diz muito sobre este momento, desligar instrumentos no é a preferência de ninguém, mas é a melhor opço disponvel. E h uma nuance importante, a Voyager 1 no ficou “cega”. Mantém dois instrumentos cientficos ativos, um para ondas de plasma e outro para o campo magnético, precisamente os que melhor justificam continuar a misso no espaço interestelar.

Geradores RTG com plutnio-238 perdem 4 watts por ano

O coraço energético das duas sondas é um RTG, um gerador termoelétrico de radioistopos que transforma calor em eletricidade. O calor vem do decaimento do plutnio-238, um combustvel estvel para misses longas onde painéis solares j no chegam. O problema é que esta estabilidade no é infinita, o decaimento reduz gradualmente o calor disponvel e, por consequência, a energia elétrica para instrumentos, aquecedores e rdio.

O valor que guia o planeamento é repetido h anos pela equipa, cerca de 4 watts por ano a menos em cada sonda. Parece pouco, mas num sistema que j foi sendo “podado” ao longo do tempo, essa perda anual transforma-se num calendrio de decises. O que hoje é possvel com uma margem de segurança, para o ano pode obrigar a desligar mais uma peça, ou a reduzir ainda mais aquecimento interno.

H uma crtica que vale a pena fazer, a comunicaço pblica sobre “até quando” as Voyagers duram pode dar uma sensaço de data marcada, como se fosse um relgio. No é bem assim, porque a longevidade depende de escolhas operacionais e do comportamento real dos sistemas. A meia-vida do plutnio-238 é de cerca de 88 anos, mas isso no se traduz automaticamente em décadas de operaço cientfica completa. O que se mede é utilidade, e essa utilidade est agora a ser negociada watt a watt.

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Dados até 2025 e 2030, e um futuro a 40 mil anos

Com os cortes em curso, a expectativa é que a Voyager 1 consiga continuar a enviar dados até cerca de 2025, enquanto a Voyager 2 poder aguentar mais tempo, com projeçes que apontam para 2030. A diferença no é um “milagre” de uma sobre a outra, é o resultado de consumos, margens e gesto de instrumentos ao longo dos anos. No terreno, isto traduz-se em menos mediçes simultâneas e mais foco no essencial.

O essencial, aqui, é nico, as Voyagers so as nicas sondas suficientemente longe para medir diretamente certas condiçes do meio interestelar. Continuar a recolher dados de ondas de plasma e de campo magnético, mesmo com um conjunto mnimo, ajuda a construir uma referência que no existe de outra forma. Para quem segue misses espaciais, é um lembrete duro, exploraço de fronteira no acaba com um “fim” dramtico, acaba com silêncio quando j no h energia para manter o emissor.

E depois h a escala temporal que baralha qualquer intuiço. Mesmo a cerca de 56 000 km/h, estas sondas esto longe de “chegar” a algum lado depressa. Estima-se que a Voyager 1 s se aproxime de outra estrela dentro de cerca de 40 000 anos. A Voyager 2 precisaria de muito mais tempo para uma aproximaço comparvel. Na prtica, o que a NASA est a tentar preservar no é a viagem eterna, é mais algum tempo de ciência verificvel antes de a energia desaparecer por completo.

Leia também  Europa prepara o seu primeiro veículo espacial reutilizável, o Space Rider já passou nos testes mais críticos antes do voo em 2028

Fontes

  • NASA shuts down 49-year-old Voyager 1 instrument to keep it alive | ScienceDaily
  • The Life and Eventual Death of Voyager 1 and 2
  • NASA shuts off another Voyager science instrument to save power. The spacecraft is now 15 billion miles from Earth | BBC Sky at Night Magazine
  • Voyager – NASA Science
  • Voyager 1 and Voyager 2 are still alive after nearly 43 years of screaming their way through the solar system. But even at a speed of around 35,000 mph, it will take Voyager 1 about 40,000 years to approach another star, while Voyager 2 will need some 300,000 years to even come close to another star : r/space
Tags: ESPAÇO
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Bruno ARANZULLA

Bruno ARANZULLA

Bruno Aranzulla é um jornalista tech português especializado em atualidade digital, inteligência artificial, smartphones, ciência aplicada e automóvel conectado. Através da NetParceiro.pt, acompanha as inovações que estão a transformar o quotidiano dos leitores, com uma abordagem clara, acessível e focada nos usos reais. O seu trabalho editorial procura tornar a tecnologia mais compreensível, sem jargão desnecessário nem promessas exageradas. Interessa-se tanto pelos grandes lançamentos das marcas como pelas mudanças mais discretas que alteram a forma como trabalhamos, comunicamos, nos deslocamos e consumimos informação.

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