O Vine est de volta, mas no como o conheceste. A aplicaço regressa em 2026 com o nome Divine e um detalhe irnico, é financiada por Jack Dorsey, o mesmo executivo que levou o Vine para dentro do Twitter em 2013 e que acabou por o encerrar em 2017, depois de nunca ter encontrado um modelo de negcio sustentvel.
A promessa agora é agressiva e muito alinhada com o momento atual, menos “contedo de fbrica” e mais pessoas reais. A Divine abre com um arquivo que junta cerca de 500.000 vdeos clssicos do Vine, e quer ser um rival direto de TikTok e das Stories do Instagram, com uma obsesso declarada, reduzir o “lixo” gerado por IA que est a inundar feeds e pesquisas.
Jack Dorsey investe 10 milhes e muda o guio
O relançamento da Divine é financiado através do fundo sem fins lucrativos and Other Stuff, apoiado por Dorsey com um investimento de 10 milhes de dlares. A mensagem é clara, fugir a dependências tpicas de plataformas sociais, desde capital de risco a modelos de monetizaço que empurram tudo para o algoritmo e para a publicidade. Na prtica, a Divine quer vender uma ideia simples, a internet volta a ser “humana” porque as regras do jogo so diferentes.
O projeto é liderado por Evan Henshaw-Plath, conhecido online como Rabble, antigo funcionrio do Twitter. Ele j tinha lançado uma verso de teste em novembro do ano anterior, com cerca de 100.000 vdeos populares do Vine, e a app abriu depois ao pblico com uma ambiço maior. H também um subtexto de arrependimento no ecossistema Vine, incluindo crticas antigas do fundador Rus Yusupov à venda ao Twitter, que ficou marcada como um erro.
H uma nuance importante, nostalgia no chega para ganhar em 2026. O Vine chegou a 100 milhes de utilizadores mensais no pico e lançou carreiras, como a de Logan Paul, mas o mundo mudou. A Divine vai ter de provar que no é s um museu de memes. E vai ter de explicar, sem conversa vaga, como é que “controlo do utilizador” no se transforma apenas num slogan bonito quando a concorrência j domina hbitos e tempo de ecr.
Arquivo com 500.000 Vines e recuperaço de contas antigas
O grande trunfo imediato é o arquivo. A Divine agrega cerca de 500.000 vdeos do Vine, atribudos a cerca de 100.000 criadores, numa tentativa de dar “casa permanente” a contedos que, durante anos, pareceram à beira de desaparecer. Para quem viveu a era Vine, isto é mais do que nostalgia, é acesso centralizado a clips que continuam a circular em compilaçes e referências culturais.
H também um mecanismo para recuperar identidades antigas. Ex-utilizadores podem reclamar contas ao provar que ainda controlam as redes sociais que estavam ligadas ao perfil do Vine. E existe a opço de remover vdeos do arquivo, o que tenta responder a um problema moderno, contedos antigos podem voltar a aparecer fora de contexto e com impacto real na vida de alguém. Aqui, a Divine tenta equilibrar preservaço com controlo individual.
O risco é bvio, um arquivo gigante pode virar apenas consumo passivo. Para evitar isso, a app quer que os novos uploads convivam com o passado, mas sem copiar o modelo de feed infinito que recompensa volume. A pergunta que vai surgir cedo é se a Divine consegue criar “novos clssicos” com a mesma rapidez com que o Vine gerava frases e formatos repetidos por toda a gente, ou se fica presa a uma década que j no volta.
Feeds escolhidos pelo utilizador e filtro contra contedo de IA
Na forma como distribui vdeos, a Divine tenta diferenciar-se com escolhas explcitas. O utilizador pode alternar entre quatro opçes, Home, Discovery, Trending e Hashtag. É uma tentativa de reduzir a sensaço de “caixa negra” tpica do TikTok, onde o feed decide por ti. Aqui, a app est a dizer-te, escolhe o teu modo de descoberta, e assume que isso muda o tipo de contedo que encontras.
O outro pilar é a guerra ao contedo sintético. A Divine afirma querer “liberdade do lixo de IA” e aplica regras para travar vdeos gerados artificialmente. Um dos métodos passa por exigir gravaço direta na app ou por usar C2PA como prova de autenticidade. Isto aparece num contexto em que ferramentas como o Sora popularizaram clips curtos gerados por IA, impressionantes nos primeiros dias, mas rapidamente repetitivos e com estética de catlogo.
Mesmo com filtros, h um ponto frgil, a moderaço e a verificaço têm custos e criam fricço. Se a entrada for difcil, os criadores ficam no TikTok e no Instagram. Se for fcil demais, o “lixo” entra na mesma. A Divine ainda tem outro desafio prtico, a disponibilidade parece mais clara no Google Play, e menos bvia no ecossistema iOS, o que pode limitar traço inicial em mercados onde o iPhone domina. O sucesso vai depender de execuço, no de manifesto.
Perguntas frequentes
O que é a Divine e qual a ligação ao Vine?
A Divine é o relançamento do Vine em 2026, funcionando como nova plataforma de vídeos curtos e como arquivo de conteúdos clássicos do Vine, incluindo centenas de milhares de vídeos preservados.
Quem está por trás da Divine?
O projeto é liderado por Evan Henshaw-Plath (Rabble), antigo funcionário do Twitter, e é financiado por Jack Dorsey através do fundo sem fins lucrativos and Other Stuff, com um investimento referido de 10 milhões de dólares.
Como é que a Divine tenta limitar vídeos gerados por IA?
A app afirma exigir gravação direta no interior da aplicação ou a utilização de C2PA como forma de provar autenticidade, com filtros pensados para reduzir a presença de conteúdo sintético no feed.
Que opções de feed existem na Divine?
A Divine inclui quatro modos de navegação, Home, Discovery, Trending e Hashtag, com a ideia de dar mais controlo ao utilizador sobre como descobre e consome vídeos.
Sources
- Vine is coming back, and it’s being relaunched by the guy who killed it — say hello to Jack Dorsey’s Divine, a TikTok and Instagram Stories rival with a ferocious ambition to end AI slop | TechRadar
- Vine reboot, diVine, is out now to save us from AI slop | Mashable
- Vine video-sharing app is back – and battling AI slop | Vine | The Guardian
- A Decade Later, Vine Is Back as ‘diVine.’ In the TikTok Era, Will Anyone Care? | PCMag
- After shutting down Vine in 2017, former Twitter CEO Jack Dorsey invests in a reboot of the app with more than 10,000 archived six-second videos | Fortune




